Na última sexta-feira, 27, aconteceu o lançamento do curta metragem “A Lanterna” na Cinemateca de Curitiba, sob a direção de Almir Correa e Produção da Zoom Elefante.
Um filme de terror que conta a história de um rapaz que assassinava pessoas e as ressuscitava com a luz de uma lanterna. Quatro personagens fizeram parte da trama.
A Lanterna foi uma produção independente do próprio Diretor Almir Correa, em que foi gravada durante várias semanas. Alguns imprevistos ocorreram no meio do caminho, que tiveram que reiniciar a gravação, porém deu tudo certo. “Foi Legal. A gente tentou fazer um roteiro que não tivesse uma leitura única, que tivesse a possibilidade de o próprio espectador ligar as coisas. Você pode tirar alguma coisa do filme fazer algumas interpretações”, diz Almir.
Ao final do filme, o terror saiu de cena e passou a fazer parte da platéia. Uma menina que assistia ao filme ao lado de seu pai, com suas mãos sobre os olhos disse: “Pai, diz quando acabar”. Ela assustada nem assistiu ao filme, só fez companhia a seu pai, mas o cinema parou quando ela mostrou seu sentimento através dessa frase tão sincera.
Os próximos planos para o curta são de participar de festivais, bem como o São Paulo Terror.
Almir Correa contou um pouco sobre os novos projetos, onde se insere animação, um projeto no Anima TV – “Carrapatos e Catapultas” que ficará pronto até novembro. O intuito segundo Almir, é que torne-se uma série de animação. Ele também está com um projeto de roteiro, Cheirando Minha Mãe,”é um roteiro muito sacana, mas eu gosto de fazer essa coisa meio provocativa, e vamos tentar futuramente produzir”, diz Almir.
Mas como não poderia deixar passar em branco, Almir falou sobre a difícil carreira no cinema do Paraná, até fez uma crítica a respeito do público local. “Acho complicado aqui no Paraná, realmente o pessoal não vai ao cinema, principalmente nacional. Aqui em Curitiba as pessoas se interessam apenas pelo dinheiro que terá para produzir”.
Uma das coisas que Almir ressaltou foi a formação de panelinhas, onde cada qual prestigia o seu evento, não dando oportunidade a outros profissionais mostrarem seu talento. “Enquanto tiverem essas panelinhas, não haverá uma política cultural, não vai ter nada de vídeo, cinema , artes plásticas na cidade. Onde está Curitiba no cenário nacional, artisticamente falando?
“Acho que a gente está fazendo um trabalho sério e aos pouquinhos as coisas vão acontecendo. É um trabalho que tem que ter 10% de talento e 90 % de persistência. É uma batalha”, finaliza Almir.
Vale pensar nas citações do Diretor e Produtor Almir Correa. Os jovens que estão iniciando neste ramo, devem estar atentos as panelinhas e saberem valorizar e admirar o trabalho do outro. Afinal, em algum momento, você vai querer mostrar o seu trabalho, não vai?
Foto: Johnny Isac





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